quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Gatos não curtem carinho na barriga


 Por mais que o gato ame e esteja acostumado com o dono, a maioria morde ou arranha quando o dono faz carinho na sua barriga.

Quando o gato está deitado de barriga para cima, duas coisas acontecem.  A posição faz com que ele exponha todos os seus órgãos vitais e, portanto, fique vulnerável a predadores.  Por outro lado, ele está em uma posição possivelmente agressiva, conseguindo se defender com as quatro garras e os dentes no caso de um ataque.

Por não terem expressões faciais claras , é difícil para donos entenderem a mensagem que os gatos passam por meio de suas expressões corporais.  Sendo assim, donos erroneamente interpretam um gato deitado com a barriga para cima como um sinal que ele está tranquilo e gostaria de receber carinho.
O carinho do dono na barriga do gato pode ser interpretada pelo felino como um ato de agressividade.  Gatos lembram do comportamento dos seus donos, fazendo com que esse comportamento do dono afete negativamente o relacionamento dos dois. Quando o gato fica com a barriga para cima, ele está te testando como dono.

Ficar de barriga para cima é uma maneira do gato testar a confiança do seu dono, de acordo com alguns especialistas.  Desta forma, ele verifica se o dono de fato respeita os seus limites, mas em caso de agressão, responde defensivamente.

A Dr. Cindy Houlihan, dona do estabelecimento Cat Practice nos Estados Unidos, explica esse conceito mais a fundo: “o abdômen é uma área vulnerável para os gatos porque é aonde todos os seus órgãos vitais estão localizados.  Sendo assim, expô-los é uma forma de comunicação – eles querem ver o que você vai fazer.”
O melhor jeito de proceder quando o gato está nesta posição é primeiro passar as mãos nas patas do gato.  Se ele gostar deste tipo de carinho, o dono poderá cuidadosamente aproximar as suas mãos da barriga do gato.



Assim, quando um gato deixa o dono passar a mão na sua barriga, ele está mostrando a verdadeira confiança que ele tem no dono.  A maioria prefere que seus limites sejam respeitados e aqueles que permitem o carinho estão elogiando e prestigiando os seus donos.
Gatos mostram a barriga antes de atacar
Quando dois gatos estão juntos e um mostra a barriga, o que esse está tentando comunicar é que se os dois brigarem, ele vai usar as quatro garras e os dentes para atacar.
Quando o gato está de pé, ele consegue no máximo atacar com as duas patas e os dentes, porém deitado ele já tem o uso das 4 patas.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Como os cães percebem o tempo?





A maioria dos cães não se atrasa para a refeição. Eles sabem exatamente onde devem estar, na mesma hora, todos os dias. E também sabem quando esperar a volta de seus donos e, com a precisão de um relógio, aguardam pacientemente em frente à porta por eles.

Observando este comportamento, é possível supor que os cachorros têm uma sofisticada compreensão do tempo. Mas como isso funciona para um cão?

Para entender como percebem o tempo, primeiro precisamos compreender como os humanos notam o tempo. Cada pessoa percebe o passar dos anos de maneira diferente em situações distintas.
Os seres humanos têm duas capacidades importantes para ajudar a entender o tempo: são capazes de lembrar de uma sequência de acontecimentos e podem prever necessidades e eventos futuros. Estudos mostram que os animais podem ter essas capacidades, mas em menor proporção.

Os cientistas testaram as memórias de trabalho (memória de curto prazo) e as memórias de referência (longo prazo) dos bichos para ver como eles se recordam de uma sequência de acontecimentos. Nos testes de memória de trabalho, os pombos e os primatas precisavam se lembrar de uma sequência para conseguir bicar ou apertar na ordem certa mais de uma vez. Caso conseguissem, ganhavam uma recompensa.

Eles se saíram muito bem nessas tarefas, mas a memória deles desapareceu rápido. Os estudiosos concluíram que provavelmente os animais estavam aprendendo da memória mais fraca até a mais forte, ao invés de “aprender” ou “relembrar” uma sequência.

E os esquilos e outros bichos que acumulam comida para os meses futuros de inverno? Esse comportamento parece indicar que preveem as necessidades futuras. No entanto, estudos indicam que eles não param de guardar comida mesmo quando os seus estoques desaparecem de maneira inexplicável. Isso pode significar que não entendem o motivo de guardarem comida, o que a comida significa para o futuro ou até mesmo o que é o futuro. Eles simplesmente fazem isso devido ao instinto.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

8 raças de cachorro que sofrem com o calor

Com a chegada do verão, a época mais quente do ano, é comum os donos estimularem o cachorro a fazer mais atividades físicas e, principalmente, a passear mais vezes com o animal. Entretanto, algumas raças de cachorro não possuem adaptação ao clima tropical e requerem cuidados redobrados por estarem mais sujeitas aos problemas respiratórios e ao superaquecimento, sobretudo após exercício físico intenso sob o sol.
Algumas raças de cachorro sofrem mais que outras no calor e, por isso, devem ser poupadas de atividades físicas intensas quando o sol está muito forte e a temperatura está muito alta. Esse é o caso dos braquicefálicos (cães com focinho “achatado”), visto que os cães possuem o sistema respiratório superior comprimido, o que dificulta o resfriamento do ar. Além disso, os cães de regiões montanhosas (de pêlos longos e densos) também são mais sensíveis ao calor, uma vez que têm dificuldade de perder calor para o ambiente.
A tosa durante o verão não é recomendada para todas as raças .  Sendo assim, um veterinário deve ser consultado sobre as características da raça para verificar que a tosa, nesse caso, é a melhor opção para resfriar o cão.

·         Buldogue Inglês

O Buldogue Inglês era, antigamente, usado em combates contra touros. Após a proibição desses eventos, a raça acabou sendo utilizada para o uso de companhia. Com a seleção de determinadas características,  esses cães se tornaram mais baixos, menos ágeis e menos adaptados ao calor. O Buldogue é raça mais frequentemente acometida pelo chamado “ heat stroke ” – síndrome de superaquecimento corpóreo que muitas vezes leva o animal à morte.

·         Pug

O Pug, por sua vez, sempre foi utilizado como cão de companhia. A raça de origem chinesa, possui as mesmas dificuldades ocasionadas pela quase ausência do focinho, além de uma propensão importante à obesidade, o que também pode ser perigoso, na medida que dificulta o resfriamento do corpo do animal.

·         Boxer

O Boxer é um cachorro de origem alemã que, apesar do físico atlético, está não só predisposto a alterações respiratórias, mas também a doenças cardíacas – fatores que, somados, podem levar o cão a uma síncope durante o exercício físico muito intenso.

·         Shih Tzu

No caso do Shih Tzu, é a pelagem que pode ser um diferencial para a manutenção da temperatura corpórea. Existem padrões de tosa mais curta que são uma boa opção e podem favorecer os exemplares dessa raça durante o verão. A raça tibetana é fruto do cruzamento do Pequinês com o Lhasa Apso e, se popularizou pelo mundo devido a suas características.

·         Pequinês


O focinho reduzido e a pelagem longa fazem o Pequinês um cachorro que pode sofrer mais durante o verão. A raça origem chinesa, existente há mais de 2.000 anos é, assim como o Pug, um bom cão de companhia. No entanto, desde a década de 80, esta raça tem se tornado menos popular no Brasil.

·         Staffordshire Bull Terrier


O Staffordshire Bull Terrier é produto do cruzamento entre o Buldogue e outros Terriers Ingleses, motivo pelo qual é também raça predisposta ao superaquecimento.

·         São Bernardo e Bernese Mountain Dog


Raças de pêlo longo e denso, como o São Bernardo e o Bernese Mountain Dog, foram adaptadas ao frio dos Alpes Suíços e, por isso, necessitam atenção especial em períodos de calor intenso. Devido ao subpêlo espesso, a tosa confere grande alívio para as duas raças. Por isso, o recomendado durante o verão é mantê-los em ambiente fresco e evitar passeios longos ou atividades extenuantes sob o sol.