Quem nunca foi “premiado” com móveis e objetos da
casa transformados em brinquedos? Pés de mesas e cadeiras roídos, tapetes
picados em mil pedacinhos, banquinhos transformados em verdadeiros “ossos
imaginários”, sofás e almofadas que, de repente, são um amontoado de espuma!
Este tipo de comportamento costuma ser muito comum
em filhotes, mas pode perdurar por toda a vida adulta, se o cão for bastante
ativo ou até mesmo ansioso em demasia.
Quando filhotes, os cães têm mais energia para
atividades em geral. Além disso, com os dentes em fase de crescimento, costumam
sentir desconforto na gengiva, o que gera a necessidade de roerem objetos para
se aliviarem da dor.
Além disso, uma rotina com poucas atividades faz
com que os cães busquem algo para fazer. Isso mesmo! Cães que não tem o que
fazer certamente encontrarão uma alternativa para o entretenimento!
É importante mostrar e incentivar o peludo a brincar com
esses itens antes de deixá-los sozinhos, sem supervisão, durante estas
atividades. Primeiramente, para estimulá-los a roer e valorizar o ato de
brincar com esses itens. E em segundo lugar, para verificar se os brinquedos
não se despedaçam em pedacinhos, que podem acabar sendo engolidos.
Outra alternativa bastante útil é proporcionar ao cão
atividades que lhe permitam gastar toda a energia acumulada. Cada cão,
dependendo do porte, raça e temperamento, terá uma necessidade variável de
gasto diário de energia.
Já os cães dos dias atuais muitas vezes vivem
confinados em locais pequenos, com a comida fácil duas vezes aos dia e água à
disposição. Uma vida sem grandes desafios ou atividades, o que pode gerar
desvios comportamentais e levar à tal destruição de objetos.
Assim, quanto mais atividades o cão tiver, menos
energia e disposição ele terá para querer destruir móveis e afins. Caminhadas
vigorosas, brincadeiras com bolas e frisbees, idas a locais com
outros cães, onde possam se comunicar, brincar e correr, são alternativas para
entreter o cão e permitir que tenha um dia a dia ativo.

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