quinta-feira, 11 de julho de 2013

Brasil já é o segundo maior mercado de produtos pet do mundo, atrás apenas dos EUA.


Fashion maníacos, atenção, tem coleção nova chegando ao mercado. E acredite, nada a ver com as semanas de moda do Rio ou de São Paulo. Os modelitos que vendem cada vez mais são feitos para cachorros. 
Jaquetas, roupas de surfe, blusas de gola role, trajes de gala, fantasias de natal e camisas de futebol. São tantas opções no mercado que dá para montar um closet dos mais variados só para cães. Até a Daslu tem sua versão canina.
 Para a funcionária pública Sônia Nobre, suas “meninas”, a maltês Shantala e a Shih Tzu Mandala têm estilos diferentes. “Elas são vaidosas e gostam, sim, de estar arrumadas e vestidas”, diz ela, que conta que as duas, filhotes de 10 e 11 meses, vão direto cheirar o pacote da pet shop quando chega uma novidade em casa.
 “Cada uma tem um estilo. A Shantala é toda branca, tem um tipo de casaquinhos, e a Mandala usa mais vestidinho”, explica ela, que só libera o “guarda-roupa” em dias frios, e prefere não usar sapatos para não comprometer a sensibilidade das patas.
O inverno, aliás, é a alta estação para quem procura novos produtos. “Esfriou, a gente vende muito. Quando você está com frio, você associa isso ao cão. A gente se sente mais confortável em esquentá-lo. É um tipo de frescura que não é tanta frescura assim”, pondera o veterinário.
 Ele lembra que a maioria dos tecidos de roupas para cachorros hoje em dia é hipoalergênica, o que evita problemas com os pelos e facilita a higiene do cachorro na volta do passeio na rua.
Segundo mercado em produtos e serviços de animais de estimação, o Brasil tem hoje, segundo o Ibope, 54 milhões de animais domésticos. Já ultrapassou o Japão e perde apenas para os Estados Unidos. Só no estado do Rio são 1.800 pontos de venda, entre clínicas veterinárias e pet shops.
“O acessório é a linha de produtos de maior rentabilidade para os proprietários de loja e podem representar até 40% do lucro”, conta o veterinário consultor de mercado pet Sérgio Lobato. “Houve uma mudança de perfil dos donos de animais de uns anos para cá. O animal hoje é considerado um membro da família e não só um animal doméstico”, diz ele.

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